Old familiar faces
A couple new places
And all the hot spaces
And a new day with kid's races
and laughter in heartfelt embraces
...ainda as minhas coisas
on 17 maio 2010
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Maçãs verdes. Morangos. Cerejas. Fruta de Verão, fruta no Verão.
A familiaridade com que as minhas pernas sobem determinadas escadas.
Um "obrigado" sincero. Um "obrigado" sentido.
Momentos de clareza de espírito.
Molhar as bolachas no leite. E leite gelado.
Agarrar num livro e lê-lo com vontade (e aperceber-me de há quanto tempo não o fazia). Conduzir. Conduzir sem destino. Conduzir ao som da música que me move.
Fazer sacrifícios e saber que valeram a pena. Fazer sacrifícios e saber que não valeram a pena mas que aprendi com isso de igual forma.
Sonhar acordada. Dormir a sesta.
Ter histórias para contar e partilhá-lhas com quem quer ouvir, com quem gosta de ouvir.
E pessoas extraordinárias. Absolutamente extraordinárias.
A familiaridade com que as minhas pernas sobem determinadas escadas.
Um "obrigado" sincero. Um "obrigado" sentido.
Momentos de clareza de espírito.
Molhar as bolachas no leite. E leite gelado.
Agarrar num livro e lê-lo com vontade (e aperceber-me de há quanto tempo não o fazia). Conduzir. Conduzir sem destino. Conduzir ao som da música que me move.
Fazer sacrifícios e saber que valeram a pena. Fazer sacrifícios e saber que não valeram a pena mas que aprendi com isso de igual forma.
Sonhar acordada. Dormir a sesta.
Ter histórias para contar e partilhá-lhas com quem quer ouvir, com quem gosta de ouvir.
E pessoas extraordinárias. Absolutamente extraordinárias.
on 13 maio 2010
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O que eu dava para me levantar cedo esta manhã, ir à missa,
e voltar da Igreja com a cara que trazia o meu vizinho...
Queria era sentir-me ligado a um destino extrabiológico,
a uma vida que não acabasse com a última pancada do coração.
Miguel Torga
on 11 maio 2010
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As fronteiras.
As barreiras.
O limiar da nossa imaginação,
da nossa percepção e da nossa intervenção.
A capacidade de dizer não.
Sem reservas, sem receios, sem rodeios.
Ganhar de volta o ar suficiente.
Para seguir em frente.
De cabeça erguida, correr a corrida.
Ganhar a coragem, fazer a viagem...
...e regressar cansado, torturado...
... mas nunca vencido.
As barreiras.
O limiar da nossa imaginação,
da nossa percepção e da nossa intervenção.
A capacidade de dizer não.
Sem reservas, sem receios, sem rodeios.
Ganhar de volta o ar suficiente.
Para seguir em frente.
De cabeça erguida, correr a corrida.
Ganhar a coragem, fazer a viagem...
...e regressar cansado, torturado...
... mas nunca vencido.
"This is a story of boy meets girl. But you should know up front, this is not a love story."
on 07 maio 2010
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People don't realize this, but loneliness is underrated.
on 05 maio 2010
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Há dias em que te bastam uma cerveja
e cinco metros quadrados de sonhos e conforto.
Nos outros, queres o mundo que está lá fora.
Pegas na minha mão e voas como se o futuro fosse agora,
fosse aqui, fosse teu.
E eu sigo-te.
Seguir-te-ia mesmo de olhos fechados.
Seguir-te-ia a rastejar no asfalto,
a trepar muros infinitamente altos.
Mas nunca, nunca, te deixaria sozinho.
e cinco metros quadrados de sonhos e conforto.
Nos outros, queres o mundo que está lá fora.
Pegas na minha mão e voas como se o futuro fosse agora,
fosse aqui, fosse teu.
E eu sigo-te.
Seguir-te-ia mesmo de olhos fechados.
Seguir-te-ia a rastejar no asfalto,
a trepar muros infinitamente altos.
Mas nunca, nunca, te deixaria sozinho.
Infância
on 21 abril 2010
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Lembro-me que guardavas, debaixo do teu colchão, milhares de pequenas coisas.
Levantavas o colchão, perante o meu ar de espanto, e agias como se fosse a coisa mais natural deste mundo.
E passados todos estes anos, não me lembro bem do que lá guardavas...
Mas lembro-me que havia pequenas regras de organização e, com toda a certeza, não era qualquer pequena coisa que ia lá parar. Devia ser necessário atingir um certo estatuto, atingir um grau de importância tal para ganhar um lugar naquele paraíso de memórias.
Quase consigo imaginar as batalhas travadas debaixo daquele colchão...desenhos, uma revista, um livro, um bilhete de entrada no Jardim Zoológico, milhares de pequenas coisas a lutar por um lugar cimeiro. Para que quando levantasses o colchão, as visses e me mostrasses como se fossem troféus.
Aposto que muitas das coisas que lá imagino nunca chegaram a existir. Fui apenas acrescentando lá as coisas...de tal modo que, na distância da infância, debaixo daquele colchão havia todo um mundo alternativo.
Levantavas o colchão, perante o meu ar de espanto, e agias como se fosse a coisa mais natural deste mundo.
E passados todos estes anos, não me lembro bem do que lá guardavas...
Mas lembro-me que havia pequenas regras de organização e, com toda a certeza, não era qualquer pequena coisa que ia lá parar. Devia ser necessário atingir um certo estatuto, atingir um grau de importância tal para ganhar um lugar naquele paraíso de memórias.
Quase consigo imaginar as batalhas travadas debaixo daquele colchão...desenhos, uma revista, um livro, um bilhete de entrada no Jardim Zoológico, milhares de pequenas coisas a lutar por um lugar cimeiro. Para que quando levantasses o colchão, as visses e me mostrasses como se fossem troféus.
Aposto que muitas das coisas que lá imagino nunca chegaram a existir. Fui apenas acrescentando lá as coisas...de tal modo que, na distância da infância, debaixo daquele colchão havia todo um mundo alternativo.
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Calei-me.
Frente a ti faltam-me sempre as palavras.Ou então são de sobra, e tropeçam umas nas outras no desalinho de um fio condutor qualquer.
Por isso, calei-me.
E ouvi-te.E ouvi os nossos silêncios.
E escrutinei cada pequeno movimento das tuas mãos.A forma como com elas desenhas certas palavras, a maneira (tão tua) de segurar o cigarro e brincar com ele nos dedos, sem te aperceberes e sem chegares quase a fumá-lo.
A forma como às vezes passas a mão no cabelo, a meio de uma frase e não chegas a terminá-la.
Ou como as escondes nos bolsos quando estás nervoso.
A forma como às vezes passas a mão no cabelo, a meio de uma frase e não chegas a terminá-la.
Ou como as escondes nos bolsos quando estás nervoso.
o teu poisava desconexo num ou outro movimento que te roubava a atenção.
E, sem que o esperasse, disseste:
Estás tão calada...
Fala. Gosto de te ouvir.
on 19 abril 2010
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"the people are weary, unhappy, frustrated, the people are
bitter and vengeful, the people are deluded and fearful, the
people are angry and uninventive
and I drive among them on the freeway and they project
what is left of themselves in their manner of driving -
some more hateful, more thwarted than others -
some don't like to be passed, some attempt to keep others
from passing
- some attempt to block lane changes
- some hate cars of a newer, more expensive model
- others in these cars hate the older cars.
the freeway is a circus of cheap and pretty emotions, it's
humanity on the move, most of them coming from someplace
they
hated and going to another they hate just as much or
more.
the freeways are a lesson in what we have become and
most of the crashes and deaths are the collision
of incomplete beings, of pitiful and demented
lives.
when I drive the freeways I see the soul of humanity of
my city and it's ugly, ugly, ugly: the living have choked the
heart
away."
Charles Bukowski, drive through hell
on 17 abril 2010
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Não digas que te esqueci. Que te perdoei. Que te arredondei aos cantos da memória para te absorver de maneira inocente, de maneira incoerente, de maneira a não ver-te.
Nem penses por um minuto que ainda penso nos teus minutos. E nos meus minutos, em que desesperava por alguns minutos teus.
Nem te ponhas com sorrisos, honestos, desonestos, sacanas até à medula. Não são nem metade do que julgas e os teus olhos não enganam ninguém.
Nem quando negavas o arrepio, o desconforto do confronto. Encostava-te à parede porque queria que, nesse arrepio que negavas, percebesses por fim que tudo tinha acabado.
Mas não digas que te esqueci.
Nem penses por um minuto que ainda penso nos teus minutos. E nos meus minutos, em que desesperava por alguns minutos teus.
Nem te ponhas com sorrisos, honestos, desonestos, sacanas até à medula. Não são nem metade do que julgas e os teus olhos não enganam ninguém.
Nem quando negavas o arrepio, o desconforto do confronto. Encostava-te à parede porque queria que, nesse arrepio que negavas, percebesses por fim que tudo tinha acabado.
Mas não digas que te esqueci.
on 11 abril 2010
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Corro para eles como se fossem a minha salvação.
Como se o naufrago que sou,a afogar-me num mar de incertezas,
conseguisse ainda vir à tona respirar.
Corro para eles.
Direita aos seus braços.
Aos sons que me consomem inteira.
E neles, enfim, a catarse.
on 04 abril 2010
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Hoje.
Dia de Fado Português.
De sol.
De partilha. De mostrar que há por que viver, por que sorrir.
De um simples encostar da cabeça no ombro.
E um beijo sentido.
De uma única palavra.
Da saudade em nós, por nós.
Desde sempre.
Para sempre.
As Chaves
on 02 abril 2010
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Normalmente guardamos muitas connosco.
De diferentes tamanhos e feitios.
Umas mais a uso, outras já com ferrugem.
Outras esquecidas.
Guardamos connosco as chaves de todos os momentos felizes, de todas as memórias, de todas as dores, de todos os segredos trancados e das portas abertas de todos os segundos de partilhas.
on 24 março 2010
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Disseste-me que não sabias. Porque as noites eram pequenas.
Mal davas por ti, já estavas a sair debaixo das mantas onde há tão pouco te havias refugiado, sem tempo para pensamentos ou para dar conta dos sonhos que fugiam de mim, segundos antes de adormecermos. E já estavas de novo a pé. Parecia que tinham passado poucos minutos. Parecia que tinha passado uma vida inteira.
O lume ardia todo o dia e as brasas mantinham-se incandescentes até à madrugada. Sob a camada de cinza, o calor que deitavam, ajudava a aquecer-te as mãos.
Ainda assim, via-te a esfregá-las uma de encontro à outra, rodando os pulsos, a chegá-las aos lábios e a soprar lá para dentro. A hesitares na resposta. A evitares os meus olhos.
Já não te esperava ouvir. Era tão cedo ainda. O cão a dormir, enroscado num canto.Tu a olhares para mim enquanto vertia o leite quase a ferver na caneca. E a demorares mais do que podias, mais que devias, a deixá-lo arrefecer, de olhar preso na janela e no dia a crescer lá fora.
E do silêncio mais profundo da cal das paredes, a tua voz ecoou: é hoje.
Mal davas por ti, já estavas a sair debaixo das mantas onde há tão pouco te havias refugiado, sem tempo para pensamentos ou para dar conta dos sonhos que fugiam de mim, segundos antes de adormecermos. E já estavas de novo a pé. Parecia que tinham passado poucos minutos. Parecia que tinha passado uma vida inteira.
O lume ardia todo o dia e as brasas mantinham-se incandescentes até à madrugada. Sob a camada de cinza, o calor que deitavam, ajudava a aquecer-te as mãos.
Ainda assim, via-te a esfregá-las uma de encontro à outra, rodando os pulsos, a chegá-las aos lábios e a soprar lá para dentro. A hesitares na resposta. A evitares os meus olhos.
Já não te esperava ouvir. Era tão cedo ainda. O cão a dormir, enroscado num canto.Tu a olhares para mim enquanto vertia o leite quase a ferver na caneca. E a demorares mais do que podias, mais que devias, a deixá-lo arrefecer, de olhar preso na janela e no dia a crescer lá fora.
E do silêncio mais profundo da cal das paredes, a tua voz ecoou: é hoje.
on 22 março 2010
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Hoje sentei-me ao sol. E ouvi esta. E senti-me viva outra vez...
...só mais uma vez.
Diz-me quanto tens de honesto quanto tens de bom
Diz-me quantas provas queres diz-me quanto sou
Já não sinto nada dentro não sei perceber...
Vai só mais uma volta, desta ninguém vai dizer.
on 20 março 2010
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Fossem todos os dias iguais e não perdíamos o equilíbrio.
Dava-mos passos em frente, certeiros, sem vacilar.
Não nos perdíamos com tudo o que temos em mãos e tudo o que temos em mente.
Era fácil. Era mais fácil.
Seria melhor?
Não.
Fossem todos os dias iguais e não saberíamos
que perdemos o equilíbrio, caímos.
Mas erguemo-nos outra vez.
Damos passos em frente.
Vacilantes.
Passos atrás.
Por vezes acabamos a mudar de rumo.
Fossem todos os dias iguais e não daríamos valor a tudo o que temos em mãos,
a tudo o que temos em mente
e a tudo o que guardamos no coração.
Dava-mos passos em frente, certeiros, sem vacilar.
Não nos perdíamos com tudo o que temos em mãos e tudo o que temos em mente.
Era fácil. Era mais fácil.
Seria melhor?
Não.
Fossem todos os dias iguais e não saberíamos
que perdemos o equilíbrio, caímos.
Mas erguemo-nos outra vez.
Damos passos em frente.
Vacilantes.
Passos atrás.
Por vezes acabamos a mudar de rumo.
Fossem todos os dias iguais e não daríamos valor a tudo o que temos em mãos,
a tudo o que temos em mente
e a tudo o que guardamos no coração.
on 09 março 2010
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Chegou hoje o sol.
E, mesmo com o frio que nos rodeia, sentimos o seu calor como um beijo leve.
Sentimos porque o conhemos e, mesmo na sua ausência, sabemos imaginá-lo em nós.
E, mesmo com o frio que nos rodeia, sentimos o seu calor como um beijo leve.
Sentimos porque o conhemos e, mesmo na sua ausência, sabemos imaginá-lo em nós.
Reflections of a Skyline
on 07 março 2010
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Ainda e sempre isto...
baseado em Crave, de Sarah Kane
Shhh....
on 05 março 2010
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O silêncio, branco e envolvente.
Da zona de conforto.
Do corpo enroscado, morno.
Da languidez dos olhos semicerrados.
O silêncio das montanhas silenciosas à nossa volta.
O silêncio das cercas, das âncoras, dos muros.
O silêncio de tudo o que construímos.
Da zona de conforto.
Do corpo enroscado, morno.
Da languidez dos olhos semicerrados.
O silêncio das montanhas silenciosas à nossa volta.
O silêncio das cercas, das âncoras, dos muros.
O silêncio de tudo o que construímos.
on 04 março 2010
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Todos os dias.
Como cada dia.
Na passagem impossível, por entre as gotas da chuva.
Na contagem imprescindível dos momentos diluídos na memória.
A discorrerem, ferozes. Em cavalgada alucinante.
Por mim adentro, por mim acima.
Nos meus dedos, nas linhas das minhas mãos,
todos os dias contados, diluídos.
Multiplicados pela passagem, pela discórdia, pela tempestade de cada dia.
Como cada dia.
Na passagem impossível, por entre as gotas da chuva.
Na contagem imprescindível dos momentos diluídos na memória.
A discorrerem, ferozes. Em cavalgada alucinante.
Por mim adentro, por mim acima.
Nos meus dedos, nas linhas das minhas mãos,
todos os dias contados, diluídos.
Multiplicados pela passagem, pela discórdia, pela tempestade de cada dia.
The Laughting Heart
on 03 março 2010
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your life is your life
don’t let it be clubbed into dank submission.
be on the watch.
there are ways out.
there is a light somewhere.
it may not be much light but
it beats the darkness.
be on the watch.
the gods will offer you chances.
know them.
take them.
you can’t beat death but
you can beat death in life, sometimes.
and the more often you learn to do it,
the more light there will be.
your life is your life.
know it while you have it.
you are marvelous
the gods wait to delight
in you.
Charles Bukowski